Meu nome É Surya



Nasci na Caledônia. Sou filha de Sunna!
Vou explicar melhor:


Prólogo

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- Os celtas tinham uma Deusa de nome "Sulis" que tem o significado ao mesmo tempo para “olho” e para “sol”. Para os Celtas ela era a "Deusa do Sol" a quem eles chamavam de Sunna. Para os Irlandeses ela era chamada de a “Glória-dos-Elfos”. Todos a adoravam por estar na profecia que a Deusa daria à luz a uma filha que evitaria o juízo final, e que essa filha produziria o sol da nova criação. Sunna a minha adorada mãe casou com o Rei Áureo da "Ilha Anatólia" e os dois juntos fizeram a ilha prosperar. Até o dia em que minha mãe me concebeu pouco antes de ser engolida por terrível monstro marinho de nome "Fáculah" . Ele era uma criação do Deus do mar para não permitir a entrada de estranhos na "Ilha de Anatólia". Após dar a luz minha mãe me levou até o mar para ser batizada pelas águas salgadas que era um costume do nosso povo, mas como ela estava deitada no fundo do barco por estar cansada do parto, foi confundida com um estrangeiro furtivo e atacada por "Fáculah". Ele atacou o barco com sua fúria, quebrando-o em duas partes... Ele engoliu minha mãe e eu fui levada pelas ondas para alto-mar na outra parte do barco. "Fáculah" não me percebeu por eu ser muito pequenina e estar envolta em panos. 

As águas me levaram até o outro lado da ilha e eu fui encontrada pelos "Ljosalfr" (Elfos de Luz) o povo elfico de Avebury. O Elfo que me recolheu das águas na beira do mar era o líder daquele povo bonito seu nome era Mothar! Um Elfo muito adorado e respeitado pelo seu coração bondoso e fiel. Ele me deu o nome de "Alfrothul" que é "Sol" em elfico ou seja: "o Raio Élfico". Cresci entre aquele povo maravilhoso feliz e muito amada. Não tive uma mãe adotiva, mas nem senti falta. Meu Pai adotivo compensava a falta dela. Nada era mais sagrado para meu povo do que a família. Sempre estava em primeiro lugar! Eles até brigavam como toda família, mas eram muito unidos e sempre se defendiam. Era muito natural que casassem entre irmãos e primos para continuar a linhagem. O sexo não era tabu para os elfos! Era considerado algo natural! Não tinham pudores em acasalar diante de uma criança. Elas que saíssem ou assistissem se quisessem. Não conheciam homossexualismo ou heterossexualíssimo. O sexo era uma troca de energia que podia ser trocada de modo natural entre qualquer um da espécie. Naturalmente não se casavam por amor e sim porque precisavam cumprir a ordem natural que era casar-se para reproduzirem. Existiam os “reprodutores” que atendiam as elfas que não queriam casar-se, ou as que já tivessem muito tempo casadas, mas não engravidavam. Eu ficava encantada de ver como meu povo amava a natureza, as árvores e toda e qualquer forma de vida. Eles não admitiam que a natureza fosse perturbada. Não retiravam uma pedra do lugar se não fosse realmente necessário. Adoravam os lírios e as violetas. Cantavam muito, tocavam flautas alaúdes e banjo e dançavam em noites de luar. Meu povo elfico não era de magos, era de caçadores, guerreiros, estudiosos, mateiros. No máximo se transportavam de um lugar para outro, usavam ofuscação (que é a incrível capacidade de se esconder da visão, até mesmo diante de uma multidão) e a invisibilidade. Existia apenas um Mago que aperfeiçoou os poderes naturais dos elfos. O Mago Mallos. Eu era feliz com aquele povo que me acolheu e me amou!

Até o dia que descobriram por meio do mago de sua tribo que eu era "a donzela que trilharia o caminho de sua mãe "A Deusa do Sol" quando os deuses consumassem a sua própria desgraça". 
Eu perdi minha liberdade, meu pai se tornou muito preocupado, não saímos mais para caçar, nem tomar longos banhos no rio, Cavalgar então... Nem pensar! Os dias tornaram-se sombrios com aquele medo abrasador do meu povo de que alguém pudesse atentar contra a minha vida. 

Tornei-me adulta aos dezesseis anos na concepção élfica e tive uma grande festa da “idade certa”. E assim como minha mãe biológica a “Deusa do Sol” me tornei muito bela, seios fartos, a pele mais bronzeada que a dos elfos da luz, cabelos dourados como os raios do sol e olhos cor de mel.  Chamei o meu pai durante a cerimônia e pedi a ele que me deixasse ir até a "Ilha Anatólia" eu queria comunicar aos habitantes que sua princesa estava viva e muito bem graças aos "elfos de luz".
Depois de muitas negações, reclamações e apreensões meu pai concordou, mas disse que eu só iria depois que estivesse apta e me tornasse uma guerreira. Fiquei decepcionada! Eu precisaria de muito tempo para isso, mas eu era uma filha obediente e aceitei! A partir da manhã seguinte me dediquei aos treinamentos com afinco. Meu pai me ensinou a ser uma exímia arqueira, espadachim e curandeira. Meu povo não se curava em um piscar de olhos. Mas possuíamos o conhecimento sobre qualquer planta e usávamos essas plantas para criar elixir para qualquer tipo de enfermidade e podermos nos curar em horas ou minutos. 

O Mago Mallos me presenteou com um amuleto. Era um artefato confeccionado com as “raspas das unhas do Deus da traição”...  Meu amuleto me permitia que eu usasse qualquer tipo de magia se me encontrasse em apuros, até mesmo as que eu não conhecia e as que um mago não poderia usar naturalmente. Mas eu não poderia abusar desse poder, só deveria usar em extrema necessidade, pois só poderia usar durante sete minutos, e se durante esse tempo eu não conseguisse me livrar de meus adversários eu estaria perdida. O motivo para que o Mago Mallos me presenteasse com o amuleto foi porque; eu  não possuía a pele élfica. 

A pele élfica é mais difícil de ser perfurada até os órgãos, logo, as lâminas não causariam muitos danos a eles se não fosse usada muita fúria ou várias tentativas. Mesmo com essas tentativas, os elfos são muito ligeiros, muito hábeis, dificultando assim, as lesões por armas cortantes. A única coisa que pode ser fatal para um elfo podendo causar até morte imediata é se usarem neles armas feitas de “ferro”. Fora isso é bem difícil, porque os elfos enxergam no escuro, através de paredes, e possuem facilidade em perceber a presença de invasores. Elfos podem sentir e ver a aura do invasor mesmo se não o conhecer. Então, se esconder é inútil.

Pois bem, depois de um ano de treinamentos duros e com afinco eu estava pronta para ir a "Ilha Anatólia":  Meu pai me deu uma espada a quem chamei de “Tej” que quer dizer “afiada” um arco feito por ele com jatobá seco ao fogo, com envergadura exatamente para meu punho, a corda era feita com linha de seda do tamanho que flexionada, ficava exatamente  do tamanho do comprimento do meu braço esticado. As flechas eram feitas com a ponta de ossos e plumas na outra extremidade para dar aerodinâmica, pois aumentava bastante o alcance das flechas. Uma aljava comportando 24 flechas e me ensinou a fazê-las caso eu ficasse sem. Mas recomendou que não usasse plumas se precisasse de flechas para salvar minha vida.  E me deu o nome de "Surya Olhos de Lince". Para que no caminho eu não fosse emboscada por seres inescrupulosos ou magos que não gostariam que a profecia se cumprisse. (Para ser sincera eu não creio nessa profecia. Porque se o "Juízo final" É uma promessa do criador, ninguém pode desfazer! Nem mesmo a filha de uma Deusa sem poderes mágicos.)
 Eu não sou um elfo. Mas fui criada por eles. Isso me proporcionou (manha e lábia) sou exímia lutadora com armas brancas,  detenho conhecimentos em herbalismo, furtividade e sobrevivência, aprendi a usar os sentidos. Entretanto, tenho os defeitos de teimosia, impulsividade, impaciência e peraltice. Que são compensados com meu temperamento sociável, amiga e ouvinte.

Maega a elfa que cuidava de nós dois, me confeccionou uma vestimenta feita de couro fino, mas trançado de malha de prata nos lugares mais apreciados pelos oponentes como: os seios, ombros, abdome, coxas, etc. botas, ombreiras e todo aparato necessário para uma a indumentária de uma guerreira. Na manhã seguinte depois de muitas recomendações eu parti para a "Ilha Anatólia"! 
Eu não estava aciosa e nem emocionada com esse feito. Eu queria apenas ser responsável e saber como os habitantes que amavam a "Rainha do Sol" ficaram todos esses anos sem sua Rainha e sem saber que a cria dela estava viva.


2 comentários:

  1. Ahammmm não me chamou, mas eu achei a nova aventura. Adorei a donzela dourada . Ansiosa por mais histórias. rsrs

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    1. Ai está mais um capitulo Sandrinha obrigada por estar sempre comigo.

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